O surf pode ajudar a fazer uma síntese de que muitas regiões do país bem necessitam: gera novos recursos, mas contribui também para preservar recursos naturais, que tradicionalmente eram vistos como um empecilho ao desenvolvimento económico. Os bons exemplos das autarquias de Peniche e de Cascais - que têm visto no surf uma oportunidade para a criação de uma nova identidade local - bem podiam ser seguidos por muitas outras câmaras do pais que, tendo ondas de qualidade, não só não cuidam da sua protecção, como desprezam o seu potencial económico.
do meu artigo de hoje no diário económico.
Olá Pedro, muito bom o teu artigo, que até pode servir como referência sobre o tema quando se discute a vertente Surf/Business em Portugal.
Afixado por: Pedro Quadros em outubro 20, 2009 06:00 PMPedro, precisamos, nas nossas profissoes de influenciar os decisores de politica que muitas vezes cometem erros nao porque estao mal intencionados (nao penso assim) mas porque estao mal informados. O teu artigo é muito importante para contribuir para a MUDANÇA mas a pedra de toque para que tudo isto aconteça é a passagem urgente para as camaras municipais da tutela das praias. Misturam-se e atrapalham-se as Capitanias, o IPTM, o Instituto da Água, os Parques Naturais, as extintas, no nome e nao na incompetencia, CCDRs e no final do dia, as camaras municipais apenas têm o custo e nunca as receitas (directas) dos seus investimentos. A actual legislação das Praias, com algumas "marteladas" - algumas quase mortais - dos sucessivos governos, ainda resulta do codigo administrativo do Prof Marcelo Caetano e está, como seria de esperar, totalmente desadequada da realidade e apenas serve para alimentar o sorvedouro da despesa publica. Várias instituições a fazer a mesma coisa, de forma desarticulada e, na hora de fazermos uma prova desportiva de surf, uma escola de surf, um surf-camp/hostel etc, temos de pedir 2211362476 licenças e, lá estar, pagar (mais) algo sem saber que serviço temos em troca.
Afixado por: joao capucho em outubro 20, 2009 06:43 PMEngraçado perceber é porque é que Peniche tem as condições conhecidas de todos, tem surfistas locais e clubes há mais de 15 anos, milhares de surf students e tem tão maus surfistas. Nunca houve um surfista português de topo de Peniche, nem conheço nenhum que se avizinhe (no bodyboard acho que é diferente, mas desconheço) mas há algo que não está bem.
A indústria prospera com surf houses, surf castles, e surfschools, há fabricas de pranchas e de fatos, há campeonatos europeus há mais de 20 anos. Seria de imaginar que teria uma comunidade robusta e dinâmica de miúdos e mesmo de hot locals que poderiam estar na vanguarda do desporto no território nacional. Existem alguns bons surfistas sim, que se destacam dentro d’agua quando as condições estão boas (o que é frequente). Mas eu também vejo isso acontecer no Alentejo e no Algarve, sítios que conhecem este desporto há muito menos tempo.
Não tenho mais tempo para pensar nisto hoje e espero que o campeonato corra bem mas aqui fica algo que acho que dá que pensar.A prosperidade económica da região associada ao surf cresceu desligada com o desenvolvimento do desporto propriamente dito
Tiago Santos
A prosperidade do surf business raramente reverte em beneficio da comunidade que surfa. Serve apenas para pagar viagens e carros novos aos "empresários do surf". Se isto é mentira então que me apresentem factos que o provem.
Afixado por: JNC em outubro 21, 2009 07:05 PM